Graças a um cenário macroeconômico mais sólido, atrelado ao aumento na renda da população, na oferta de crédito na praça e na obtenção de uma maior rentabilidade financeira, as franquias vem despertando o lado empreendedor do investidor brasileiro. Tudo isto porque, de acordo com especialistas, o novo empreendimento traz muito menos risco do que estruturar um novo negócio, já que possui um sistema de treinamento eficiente e risco de mortalidade bem abaixo dos negócios independentes.
De acordo com uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apóio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 28% dos negócios próprios fecham suas portas em até dois anos. Para as franquias, esse número cai para menos de 5% no mesmo período.
Atualmete o mercado brasileiro de franchising conta com 1.013 marcas, sendo deste total 89% construído por marcas nacionais, de acordo com a Associação Brasileira de Franshising (ABF), que estima fechar 2007 com um crescimento 14% superior aos R$ 39,8 bilhões faturados no ano passado. Para 2008, a estimativa é manter o crescimento acima dos 10%.
Num ranking dos setores que mais procuraram a ABF nos últimos seis meses para abertura de franquias, o mercado de alimentação foi o primeiro colocado (20%), puxado pela necessidade de refeições rápidas e fora de casa. Na sequência vem os setores de Beleza & Saúde e Produtos Naturais (15%), Educação e Treinamento (13%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (10%). Em 5o lugar vem o setor de móveis (9,5%). Há ainda alguns nichos poucos explorados. O de acessórios pessoais, como semi-jóias.
Para Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF, as vantagens de começar o próprio negócio adquirindo uma franquia estão a de começar com um processo já estruturado, testado e alicerçado em uma marca forte e um produto e/ou serviço que tenha demanda e potencial de manutenção e crescimento de mercado.
Já Adir Ribeiro, sócio-diretor do Grupo Cherto, empresa que há 20 anos é referência em estruturação e restruturação de redes de negócios, tem uma outra visão para o sucesso das franquias por parte destes novos invesditores. É o chamado plano B de carreira. Hoje o executivo tem muito a oferecer ao mercado, mesmo se aposentando. E, outra, vê na possibilidade de abrir um novo empreendimento, uma forma de deixar ao filho um negócio para tocar, diz o executivo. Mas o especialista faz um alerta. É preciso se profissinalizar no sentido de buscar novas ferramentas de gestão, se profissionalizar e buscar operações de franquias mais bem-sucedida.
Um exemplo de franquia em franca expansão é o Pello Menos, instituto de depilação que há 11 anos é referência no Rio de Janeiro e Natal, e que agora inicia sua expansão para diversas capitais brasileiras, iniciando por São Paulo com a abertura de sete novas lojas no primeiro semestre de 2008.
As novas franquias do instituto estão projetadas para apresentar faturamento inicial de R$ 45 mil, com crescimento de 40% até o 3o ano de operação. A partir do 4o ano e até o 6o ano de existência, as lojas passam a ter um crescimento estável de 15% ao ano. Com investimento de R$ 250 a R$ 290 mil (dependendo da metragem do imóvel) o novo franqueado recebe a loja pronta, com estoque inicial, todo o mobiliário e as funcionárias treinadas para começar a trabalhar.
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